Luis Fabiano: “Estou feliz de novo”

Luis Fabiano

Foram quase três meses de fisioterapia e atividades para aprimorar a forma física. Mas, agora, o atacante Luis Fabiano está preparado para defender o Tricolor novamente. Relacionado pelo técnico Muricy Ramalho para o duelo contra o Coritiba na noite desta quarta-feira (17), no Estádio Couto Pereira, o Fabuloso não escondeu a sua alegria de poder ser jogar de novo.

Na chegada da delegação são-paulina ao Paraná, na tarde desta terça (16), o camisa 9 festejou a oportunidade de ficar à disposição do técnico Muricy Ramalho. “Estava com saudade. A expectativa era muito grande de poder voltar a jogar. Estou feliz de novo e espero ajudar os meus companheiros”, revelou o centroavante, que espera manter a boa fase do São Paulo.

O time não perde no Campeonato Brasileiro de 2014 desde a partida contra o Goiás (2 x 1), no dia 27 de julho, no Estádio Serra Dourada. De lá pra cá, foram nove rodadas de invencibilidade, com sete vitórias e apenas dois empates.

“A equipe vive um momento feliz. Os jogadores também estão bem, e espero retribuir de alguma maneira”, acrescentou o Fabuloso, que está de volta após 16 jogos. O jogador não atua desde a parada da Copa do Mundo, realizada no Brasil, quando se lesionou no amistoso contra o Orlando City-EUA, no dia 20 de junho.

Um dos artilheiros do Campeonato Paulista deste ano, com nove gols, ao lado de Alan Kardec (Palmeiras), Cícero (Santos) e Léo Costa (Rio Claro), o centroavante suou a camisa durante as atividades realizadas no Centro de Treinamento da Barra Funda para poder atuar novamente. Desde a sua lesão, na intertemporada, o atleta não mediu esforços para se recuperar.

“Estou 100%, mas ainda falta um pouco de ritmo de jogo. A expectativa é de que eu possa, pelo menos, entrar no decorrer do jogo. Estou tranquilo, sem sentir qualquer tipo de dor ou incomodo, e consegui treinar bem nas últimas semanas”, acrescentou Luis Fabiano.

Maior artilheiro do São Paulo em Campeonatos Brasileiros, com 95 gols, o camisa 9 já marcou 193 vezes pelo clube, sendo o terceiro maior goleador da história, atrás apenas de Serginho Chulapa (242) e Gino Orlando (233). O Fabuloso é, também, o maior artilheiro do confronto com os paranaenses: com 5 gols.

Nas últimas semanas, sem dores, Luis Fabiano iniciou os trabalhos no gramado e trabalhou com bola. O atacante, que aprimorava a forma física, atuou nos jogos-treinos contra as equipes de base do Tricolor e se destacou com gols e boa movimentação. Assim, conciliando com exercícios no REFFIS, mostrou que estava recuperado.

Fonte: Site Oficial

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Em meio à guerra política, a tentativa de blindar o time

muricy_josepatricio_estadao_292(1)A situação é curiosa: ao mesmo tempo que joga como nunca nos últimos cinco anos, o São Paulo vive crise política que não viu sofrer durante a última década. Na última semana, foi dado início a uma guerra política entre o presidente Carlos Miguel Aidar e o ex-presidente e ex-aliado Juvenal Juvêncio que agora pode causar reforma na diretoria eleita há apenas cinco meses. No meio desse furacão, há, no CT da Barra Funda, quem tente blindar o elenco mesmo estando abaixo de Aidar.

A preocupação é pela semana difícil. Primeiro, o time joga contra o Curitiba sem Kaká, suspenso pelo terceiro amarelo. Depois, enfrenta o Corinthians, no Itaquerão, sem Alexandre Pato, impedido por cláusula prevista no contrato de empréstimo. O quarteto mágico, formado pela dupla e por Paulo Henrique Ganso e Alan Kardec venceu as sete partidas que jogou, e agora se prova frente a dois jogos sem um dos integrantes. A tentativa, no CT, entre quem vive puramente o dia a dia do time, é fazer com que os jogadores não se envolvam no que está acontecendo no ambiente da diretoria, no Morumbi.

A comissão técnica já alertou, sem grande ênfase, que a questão não deve chegar aos vestiários. A equipe venceu o Cruzeiro no fim de semana jogando bem, despontou como candidata ao título e ainda divide atenções com a Copa Sul-Americana. Enorme parte deste elenco foi contratada por Juvenal Juvêncio, que deixou a presidência em abril – Aidar trouxe Kaká, Alan Kardec e Michel Bastos. No último jogo do São Paulo sob a presidência de Juvenal, os jogadores prestaram homenagem e vestiram máscaras com o rosto do então presidente. Agora, a ideia é que haja pouco contato com os dirigentes.

O temor, também, é por prováveis dissidências na diretoria. Até semana passada diversos diretores poderiam, se quisessem, frequentar CT e vestiários do time. Agora, a atenção e o alerta são muito maiores. Isso porque a língua que se fala na diretoria não é mais a mesma – já há divisão entre aliados de Juvenal e Aliados de Aidar. Nesta segunda-feira, o vice-presidente direto, Roberto Natel, entregou o cargo e deixou o clube após Aidar destituir Juvenal da diretoria de futebol de base do São Paulo.

O empenho é de quem está no departamento de futebol no dia a dia e de funcionários do clube que trabalham no departamento, e não partiu de uma ordem do presidente. A ideia surgiu naturalmente, ao passar dos acontecimentos, com o consenso de que o time não poderia se envolver para não sentir os reflexos da crise.

Nesta segunda-feira, depois de ser sacado da diretoria, Juvenal Juvêncio concedeu entrevista ao UOL Esporte e afirmou que Aidar pretende demitir Muricy Ramalho no fim deste ano, assim como pretende tirar do futebol o gerente Gustavo Vieira de Oliveira e o coordenador técnico Milton Cruz. Juvenal disse que se arrepende e que se equivocou por ter apontado Aidar à sucessão e chamou o atual presidente de “traidor” e “maluco”. Aidar foi procurado pela reportagem e não atendeu às tentativas de contato.

UOL

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Sou, Sou Tricolor: Os 3 segredos para a volta do Soberano

banner_sou_tricolor_2Que pecado se esse time do São Paulo não levar o Brasileirão deste ano. Equipes eficientes, em todo ano encontramos pelo menos uma, a que se sagra campeã. Agora, eficiente e bonita de se ver, é matéria cada vez mais rara no futebol de hoje.

Caso o título não venha, será pelo menos a 2ª vez que verei um time do São Paulo tão bom não ser campeão. Tenho guardado na memória o time de 2002, dos mesmos Rogério Ceni, Kaká e Luis Fabiano de hoje, que depois de uma primeira fase impecável, sucumbiu diante de um Santos que quase nem se classificou para o mata-mata. Malvado futebol. Doces pontos corridos.

Mas o tema dessa postagem são os segredos para a virada desse time. E aqui vou listar os principais:

 

Kaká- Já escrevi um texto sobre ele. Mas não tenho problemas em repetir. Que jogador.  Contribui com o Tricolor em uma escala difícil de se medir. Dentro de campo, acelera o jogo, candencia, marca, se movimenta e orienta.  Fora dele, atua como líder, descontrai, e serve de referência para todos, para não falar da parte de marketing. O que trouxe de torcida ao estádio, o que vende de camisa, o alcance que dá para o clube. Que projeção você acha dá por exemplo, um vídeo postado por um jogador que já foi melhor do mundo, em seu instagram com a chegada da delegação ao Morumbi? Incalculável. É uma pena que são só 6 meses. Eu faria de tudo para manter Kaká para o ano que vem. E daria o cargo que ele quisesse na direção do clube quando ele se aposentar. Kaká é o cara!

Fim do 4-2-3-1 – Tem uma frase que vira e mexe eu ouço, que me incomoda muito. É o tal do “É assim que se joga na Europa atualmente”. Não consigo entender esse conceito de que um esquema está ‘ultrapassado’ ou na moda. Futebol é futebol, um esporte. Não pode seguir ‘tendências’, como moda, por exemplo. E o tal do esquema com 2 volantes, 3 meias e um centroavante é a grande coqueluche dos técnicos brasileiros atualmente. Na minha opinião, trata-se do esquema mais previsível e fácil de se marcar que existe. Deixa o time preso. Os dois meias das pontas, viram efetivamente pontas, ‘impossibilitados’ de entrar em diagonal, e obrigados a marcar lateral adversário. O São Paulo de até bem pouco tempo atrás tinha Osvaldo como ponta esquerda, Pabon/Ademilson  na direita. E ai de quem ousasse trocar de lado. Erro de Muricy. Aliás, impressionante como Muricy é constante, nos erros e acertos. Ruim nos mata-matas, desde os tempos de tricampeonato brasileiro; primeiro semestre irregular; desilusão total no meio do Brasileirão, e arrancada fulminante rumo ao título. Quando tinha Jadson e Ganso, Muricy foi incapaz de mexer no 4-2-3-1, sacrificando o atual gambá, fora de posição. Que entendam, não acho Jadson gênio, nem próximo de Kaká. Mas dava para ter feito algo melhor com ele e Ganso em mãos. Pior que isso: quando anunciada a volta do nosso camisa 8, Muricy logo se prontificou em dizer que ele poderia fazer a posição central, da direita ou da esquerda, adivinha do que? Do mesmo falido 4-2-3-1. Eis que os jogos se passaram, e a derrota para o Bragantino em casa virou ponto de partida. O Tricolor passou a atuar com 2 meias e 2 atacantes. Não sei se mérito para Muricy, ou se naturalmente o esquema se encaixou, depois da adaptação de Kaká. Mas vou dar esse crédito para nosso teimoso técnico.

Maicon por Denilson – Ao contrário de muitos, não acho Maicon essa enormidade de ruim. No já citado falido esquema 4-2-3-1, Ganso realmente ficava sobrecarregado no meio de campo, e Muricy optava por Maicon para ter mais posse de bola e armação ao Tricolor. Mas é fato que precisar do Maicon não é o ideal para um time do tamanho do Tricolor. Outro problema é que nosso treinador não tinha no elenco alguém em condições de tomar o lugar de Maicon. Até que Denilson voltou a jogar. E isso é muito mérito de Muricy. Porque Denilson entrou no time quando Maicon estava disponível, sem lesão ou suspensão. Ou seja, Muricy enxergou a dedicação do volante nos treinos, e resolveu dar chances a ele. O resultado disso é que em 90% das últimas partidas, Denilson foi um dos 3 melhores em campo. Que mudança! O que me faz vislumbrar um bom futuro para Wellington, que tem jogado bem no Inter.

Enfim, 3 pontos-chave, que nos permitem sonhar. Não se enganem. São ainda 4 pontos de diferença para um Cruzeiro muito bem montado, que dificilmente perde pontos fora de casa, para não falar sobre os 100% de aproveitamento no Mineirão.  Vamos torcer a cada rodada, mas sempre cientes de que a qualidade do futebol apresentado pelo time atualmente talvez não se transforme em títulos. E que não comecem as caças as bruxas ou ‘gritos de pipoqueiro’ caso isso ocorra.

 Wagner Moribe

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São Paulo quebra recorde de público e lidera média do BR 2014 em todas as divisões!

TorcidaO Morumbi virou uma das armas secretas do São Paulo neste Campeonato Brasileiro. Na vitória de 2 x 0 sobre o Cruzeiro, o time paulista colocou 58.627 torcedores no estádio, fazendo com que o clube assumisse a liderança na média de público.

O público de 58.627 torcedores virou o maior do Brasileiro de 2014, superando o público de Flamengo x Grêmio, que era o maior até então, com 51.858 pessoas no Maracanã.

A média do Tricolor Paulista superou a marca dos 30 mil torcedores por jogo. Agora, a média do clube é de 32.129 torcedores por jogo, alcançado em onze partidas como mandante.

O Corinthians, com o mesmo número de partidas em casa, tem média de 29.124 torcedores por jogo. O terceiro colocado é o Flamengo, que aparece um pouco mais distante, com média de 25.128 torcedores por jogo. O Cruzeiro, líder do Brasileiro, é apenas o quarto, com média de 21.755 torcedores por jogo.

Maiores públicos do Brasileiro 2014:

1° – São Paulo 2 x 0 Cruzeiro – 58.627 pagantes (14/9) (Morumbi)

2° – Flamengo 0 x 1 Grêmio – 51.858 pagantes (6/9) (Maracanã)

3° – São Paulo 1 x 1 Criciúma – 46.512 pagantes (2/8) (Morumbi)

4° – Fluminense 1 x 2 Vitória – 44.975 (3/5) (Maracanã)

5° – Flamengo 1 x 0 Botafogo – 43.412 (27/7) (Maracanã)

Melhores médias de público do Brasileiro 2014
Pos. Clube Média de público Jogos em casa
São Paulo 32.129 11
Corinthians 29.194 11
Flamengo 25.128 11
Cruzeiro 21.755 10
Fluminense 21.265 11
Internacional 20.179 11
Grêmio 17.653 10
Palmeiras 15.145 10
Sport 15.044 10
10° Atlético-MG 12.311 11
11° Botafogo 12.221 9
12° Bahia 10.784 10
13° Coritiba 10.349 10
14° Criciúma 10.100 11
15° Chapecoense 9.206 11
16° Santos 9.161 11
17° Vitória 8.473 10
18° Goiás 8.180 10
19° Atlético-PR 7.949 7
20° Figueirense 7.017 10

Fonte: PLACAR

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Bomba Nuclear no Morumbi: Aidar demite Juvenal e guerra está declarada!

A guerra política no São Paulo foi definitivamente aberta na tarde desta segunda-feira: após bombardeio de críticas e revide, o presidente Carlos Miguel Aidar convocou o ex-presidente e padrinho político Juvenal Juvêncio para uma reunião no Morumbi e o destituiu do cargo de diretor de futebol de base - a informação foi dada pelo Blog do Juca. Agora, Juvenal Juvêncio deixa para trás as palavras que media até a semana passada “pelo bem da instituição” e dispara intensamente contra aquele que indicou à presidência, com uma ressalva: “Eu me equivoquei”.

“É um traídor. Aliás, eu falei isso para ele. Um traídor vil”, contou Juvenal Juvêncio, ao UOL Esporte, depois da reunião com o presidente. “Quando cheguei, ele disse que eu não poderia mais ficar pois estou querendo mandar. Hoje foi só a quarta vez que fui ao Morumbi desde que deixei a presidência. Na terceira vez, fui com minha mulher para entregar uma gravata de presente a ele pelo aniversário”. Hoje foi a quarta vez. Falei para ele: “Você está querendo demitir o Muricy, o Gustavo [Vieira de Oliveira, gerente de futebol], o Milton Cruz…”, diz o ex-presidente.

Questionado na última quinta-feira se estaria arrependido da decisão de indicar Carlos Miguel Aidar à própria sucessão, Juvenal Juvêncio não quis responder. Agora, fora do clube, ele admite:

“Cometi um grande equívoco, um grande engano. Carlos Miguel ficou 24 anos longe do clube, depois me procurou porque queria ser presidente. Ele não ia em reunião do conselho, não dava a menor bola. Mas agora piorou demais da conta. Está maluco. Cheguei a dizer para ele: “você fez tratamento de beleza e tomou algum remédio que machucou seus neurônios”. O Carlos Miguel vai muito mal no negócio do São Paulo, claro que não posso falar, mas tenho que falar. Ele se ocupa muito de coisas pequenas”.

Segundo o ex-presidente, uma das declarações de Carlos Miguel Aidar à “Folha de S. Paulo” na semana passada, na qual afirma que o clube poderia ser gerido por 95 funcionários, e não por 950, como acontece hoje, causou revolta interna.

“Como que ficam esses funcionários? Tem que ver a revolta que está lá dentro. Quando ele deixou o clube há 24 anos ele já tinha 470 funcionários. Isso são dados estatísticos”.

O ex-presidente reforçou que Aidar tem mantido contato com a ala oposicionista do clube, com Marco Aurélio Cunha, e acusou um acordo entre as partes para tentar aprovar a reforma de modernização do Morumbi.

“Ele está fazendo um acordo com o oposição que é um acordo vil, para aprovar a cobertura. Está dando cargo”, falou.

A saída de Juvenal Juvêncio da diretoria do São Paulo deve desencadear mudanças na cúpula do São Paulo. É possível que vice-presidentes e diretores aliados ao ex-presidente entreguem seus cargos nos próximos dias, e que outros sejam destituídos por Aidar.

UOL

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Coluna do Zanquetta: Dossiê – Aidar x JJ

Aidar x Juvenal: Ego, Poder e Jogos de Interesses. O que mais bombou esta semana na internet, mídia e veículos não foi o bom momento, Kaká, Pato, Ganso etc. Foi a briguinha ridícula de Aidar e Juvenal . Briga desastrosa, impulsiva e desequilibrada que resulta da falta de pulso, força de comando e despreparo.

Antes que os malucos de plantão que agem por impulsividade achando que Juvenal é o demônio e Aidar o santo me ataquem, leiam tudo da coluna. Ou então, por favor não encham minha caixa de e-mail com alegações com base em achismos e crenças em discursos demagógicos. Cada um tem boca e fala o que quer e atrás de falácias, existem fatos e razões que justificam este momento. E muito menos as recentes ameaças de que eu fique quieto. Não adianta. Não ficarei.

3º Mandato, Eleição de Aidar e Atual Momento. Como chegou-se a isto? Tem muita gente com memória curta então precisamos retornar um pouquinho em 2010 e 2011 para entendimento de algumas questões. Em 2010, Juvenal sairia e indicaria um substituto como fez agora com Aidar e elegeria um novo nome. Porém, o atual presidente, Aidar, procurou Juvenal e disse a ele: “Juvenal, o São Paulo precisa de você. Você é o único capaz de gerir este clube”. São palavras repetidas por Aidar até dias antes do anúncio do outro dia que faz parte do clube, tem amigos e não é nenhum ingênuo.

Aidar arquitetou e planejou todo o procedimento do 3º mandato quebrando o estatuto. TODO! Saiu da mente dele resolver e garantir a Juvenal que ele teria mais um mandato mesmo com perdas e ganhos na justiça. E foi o que ocorreu. Juvenal fez e desfez. Ignorou tudo e arrebentou com o São Paulo por uma ação, ideia e plano de Aidar que por convicções próprias, resolveu se lixar para o mundo, para o clube, para os conselheiros e quis brincar de advogado do diabo. E conseguiu. E até a briga com Juvenal, se orgulhava de ter sido o dono da ideia e de sua incrível capacidade jurídica e intelectual. Passou a ser procurado por muitos outros cartolas de outras agremiações e até hoje é próximo de Marin, Del Nero e patota.

Como a turma de Juvenal tinha resistência a alguns nomes já enraizados no clube e Juvenal sabia do desejo de Aidar, participar mais do clube, de ser mais presente. Aidar era um nome limpo pois não vivia o São Paulo e só tinha bons encontros sem peso quando ia ao Morumbi. Não havia desgaste em seu nome. JJ chamou o ex presidente de volta e desta vez, pediu que assumisse seu lugar. Aidar não queria. Não sabia mais nada do futebol, tinha receios do que encontraria e conhecia o nojento mundo interno do São Paulo com todas as benesses e vantagens que o ajudou a se eleger. E claro, óbvio, que ele sabia de tudo. Até hoje, há gente como o Menon, que confirma oferta de ingressos por silêncio. Mas falaremos mais disso depois.

Aidar passou meses ao lado de Juvenal. Unha e carne. Eram elogios daqui e dali. Juvenal bancou Aidar mesmo contra todos que não o queriam. E conseguiu. Juvenal elegeria qualquer um. A pressão externa da torcida era diferente da interna. E elegeu Aidar sem estresse apesar de desgastes políticos internos à sua imagem, fruto do péssimo último mandato.

Nosso novo presidente assumiu, ficou perdido. Com medo. Não sabia o que fazer. Começou a atacar Palmeiras, dar entrevistas sem parar com anseios e promessas com discursos de São Paulo diferente de todos, contratar jogador por impulso (não estava quebrado e sem dinheiro?), brigou com Cruzeiro, fez declarações discriminatórias, com empresários teve encontros com empresários queriam demolir o Morumbi em prol de nova Arena, cortou investimentos em Cotia e em outras áreas.

Moral da história: ficou sem força para governar porque em atitudes assim, o grupo acostumado a ser comandado com pulso firme ditatorial de JJ, viu fraqueza e começou a se aproveitar para articulação. Sem apoio político interno e sendo questionado, pediu ajuda a Juvenal até então recluso para cuidar da saúde. Juvenal melhorou e começou a se meter em tudo, colocar as mãos e acionar aqueles que sempre estiveram com ele. Acalmou os ânimos internamente no momento mais conturbado com a saída da Copa do Brasil.

Quando Aidar se deu conta, Juvenal estava mandando mais que ele. Isso assustou e irrit0u Aidar que vendo o futebol naquele momento ser eliminado por Bragantino, Cruzeiro disparando e clube ruindo internamente, era o caminho para a catástrofe. Gente cobrando as vantagens dadas por JJ no dia a dia, começou a indignar Aidar e irritá-lo. Sim, é um total absurdo. Então, 0posicionistas menos ferrenhos percebendo o fantasma de JJ nos corredores disseram a Aidar que o apoiariam se rompesse com Juvenal. E Aidar vendo seu posto e mandato em risco, Juvenal querendo dar ordens a ele mesmo, o presidente do clube, sem muita opção,“trocou de partido” no meio do mandato. Os motivos? Falarei alguns e outros prefiro não comentar. Muitos outros estão claros.

Fato é, que hoje há a oposição mais radical que não perdoa Aidar pela aliança com Juvenal, o grupo de Juvenal e o grupo novo que Aidar tenta formar nova chapa. Até MAC pode estar neste grupo chegando de mansinho.  Isso é para frente. Agora, vamos falar de explicações para entendimento de pontos.

Guerra Interna e Suicídio Político. Só para que fique claro, Aidar hoje, está com novos aliados mas é motivo de piada entre a oposição mais ferrenha por saber de tudo e agir como enganado por JJ. Muitos riem revoltados pelo fato de pregar continuidade e agora só falar em mudança após ser eleito através de JJ. Pelo grupo de JJ, que forma grande parte de sua base hoje no poder, será massacrado. Não conseguirá dar um passo sem que seja boicotado ou ameaçado. Terá sempre problemas. A mesma mão que o impulsionou, agora se voltará contra ele.

A decisão de Aidar em segurar direito de imagens de alguns jogadores, contratar outros jogadores e dizer que o clube não tem dinheiro, demitir funcionários e cortar gastos foi vista com fúria e muita indignação por quem via o dia a dia de Aidar. Com sua filha, assessora na época, participando de reunião com jogadores, parentes e amigos próximos em cargos e com bons salários, Aidar começou a sofrer ataques pessoais além dos que sofreria como um político comum comandando o clube. Sem muita força interna, começou a pisar em ovos internamente, sofrer pressão de todo lado para fazer o que Juvenal queria e enfim, por mais N motivos, ficou acuado. Acuado, reagiu atacando.

Ninguém fala nada, mas hoje, grande parte da atual direção de Aidar é componente e aliados de JJ. E estes que Aidar critica e culpa pelo momento do clube, foram cruciais para sua eleição, hoje o ajudam a comandar o clube e ainda são mantidos nos cargos. Se fosse fácil e simples como ele diz, por que ele não desliga Juvenal, Jesus Lopes, Leco, Milton Cruz etc? Ele não é o cara que manda? O que lhe falta?

Bom, sobre salários atrasados que é o que me perguntam sempre,  Aidar esperou cair o dinheiro de Douglas e quando caiu, pagou os direitos de imagem todos. Hoje, falta o bicho do jogo contra o Santos apenas ser quitado. Ou seja, hoje, o São Paulo não deve nada a jogador algum e nem a treinador, que fique claro. Só questão de decisão e não vejo como bom ou ruim, é a visão de agir dele. O importante é o clima estar limpo como está e sem este tipo de problema atrapalhando.

Sobre dívidas com bancos e instituições externas, Aidar diz que Juvenal deixou R$ 91 milhões em dívidas. Bom, realmente o último mandato de JJ foi um desastre. Mas, em 5 meses, Aidar conseguiu alavancar R$ 22 milhões em dívidas. Isso não é brincadeira. Isso é a gestão dele. Não dá para falar coisas dos outros e se omitir das próprias.

Vir à público e abrir dados do São Paulo vai contra a filosofia interna do clube desde sempre de que roupa suja se lava em casa.  Com isso, Aidar quebrou um código interno do clube para se isentar de coisas que ele tem sim, responsabilidade. Queria apoio da mídia pois internamente ele sufoca. Ele se diz enganado por JJ. Como? Por 1 ano enganado? Aidar, o mentor da quebra do estatuto e do golpe, o pai do 3º mandato que passou por cima de tudo e de todos, foi pego de surpresa com os balanços? Cada um pensa e entende o que quiser.

 O mesmo diretor financeiro desde MPG é o mesmo hoje de Aidar. Como ele foi manipulado por gente que ainda faz parte da equipe dele por meses a fio? Acuado e sem saber o que fazer, até consultoria chamou, começou a agir impulsivamente e vociferando em público através da mídia. Esta faceta, já vimos no caso com Nobre e o Cruzeiro recentemente. Ele não aguenta a pressão e explode falando e agindo desta forma.

Hoje, Aidar não conseguirá aprovar nem projeto de maquete de piscina quanto mais de Morumbi. Não conseguirá aprovar nada. Isso é um suicídio político. 2 mandatos? Só um milagre ou título atrás de título na gestão Aidar e mesmo assim a chance é minúscula. Impossível nada é.

Reforço de Caixa e Patrocínios: A luz no fim do túnel. O São Paulo vai quebrar? Falir igual Corinthians, Flamengo etc? Não. Estes valores para um clube como o São Paulo que está viabilizando um rodízio de marcas expostas na camisa em 2015 pode atingir um valor recorde de quase R$ 45 milhões/ano tendo 5 parceiros com contribuições de R$ 9 milhões. Mais os valores do patrocinador esportivo que deve ser a Puma, mais luvas, venda de jogadores, o São Paulo vai conseguir equilibrar as contas ou ficar perto disto sem muito drama. Ou seja, não é o fim do mundo. Mas precisa ter gestão, ser firme e ter competência administrativa.

Futebol. Depois de anunciar que Muricy seria seu treinador até o final de sua gestão, nosso treinador colocou o burro na sombra. Isso irritou muita gente no Morumbi que sabe que Muricy só funciona pressionado e no cabresto. Só quando Aidar ordenou Ataíde a chegar junto e as conversas endureceram é que a coisa começou a apertar e coincidência ou não, os resultados começaram a sair, o time começou a ter outra postura. Os bichos, voltaram por recomendação de JJ. Aidar brigou com ele mas isto ele não vem a público informar. A ideia fixa de trazer um treinador estrangeiro, de nome e muito mais barato que Muricy tomou conta da cabeça de Aidar. Se a coisa não for boa no final do ano, ninguém sabe o que pode acontecer mesmo com o temor de resistência da mídia e da torcida em tirar o técnico. A conferir.

Resumo. O São Paulo sempre viveu sob intensa rixa política. E o clube sempre teve neste ponto, sua maior vantagem de que a democracia valeria em caso de maus mandatos. Com JJ, isso acabou. Virou dono do clube. Não sei o que será daqui para frente mas no futuro, com 3 chapas e essa briga violenta, tudo indica que as eleições serão vorazes e teremos disputar voto a voto como outrora e não cartas marcadas como até esta última de Aidar. Isso é bom para o clube. Mandatários e cardeais cientes que ou fazem bem feito, ou a coisa ficará feia. Chega de alguém fazer e desfazer, mandar e desmandar e tudo fica igual.

JJ, Aidar e qualquer outro que venha a assumir o São Paulo não podem ser considerados santos ou ingênuos que são manipulados ou enganados como criancinhas. Isso é conversa fiada e digna de pena. O torcedor tem que saber que ali temos gente consciente e inteirada do jogo. E o que acontece é sim responsabilidade direta deles. E tem que ser cobrados por tudo.

Hoje, Aidar é visto como um traidor por 75% do Morumbi, força de JJ. Visto como piada e péssimo ator pelos oposicionistas ferrenhos com 20% de SPFC. Os 5% que ele tem hoje e quer aumentar é nada perto dos outros grupos e isso pode demolir um bom mandato mesmo que seja incrível.

Para que tenham noção, JJ não vai pedir demissão para poder minar mais e mais internamente. Os aliados de JJ em cargos cruciais, estão como espiões e agirão todo dia contra Aidar. Os poucos que Aidar comanda e confia, são pessoas que ele trouxe desmerecendo os 950 funcionários, dizendo que 95 tomam conta do clube. Se quer iniciar limpa, por que não começa com os que ele próprio colocou lá? Bom, eu acho até que Aidar brigar com JJ é coisa boa. Mas a forma como ele faz, é suicídio e vai prejudicar o SPFC. Mas, como sei que a maioria só pensa no futebol e no momento e hoje estamos bem, tudo são flores. E aos poucos, vou informando como as coisas estão.

Juvenal foi controlado com dificuldade por aliados na última semana para não irromper uma batalha desastrosa em prol do clube não ruir. Ele quer destruir Aidar e depois de muito falar, se acalmando, aceitou emitir a tal nota. De unanimidade para um busto em 2012 mesmo em briga política, para ser detonado por Aidar, jogando lama em sua história. JJ está inconformado e quer destruir Aidar. Hoje, o clima ainda está calmo pelos resultados em campo e pela serenidade que aliados passam a JJ, pedindo que espere o momento certo. Todos sabem que uma guerra pode matar o bom momento do futebol, criar clima e pressionar atletas e comissão técnica. Não se esqueçam que Milton Cruz está na comissão e sempre foi o homem de JJ.

Até quando essa guerra fria vai continuar? Não sei. Aidar tem chance de reconstruir o São Paulo se conseguir destruir os pilares de Juvenal construído com esse jogo que ele mesmo citou. Vai conseguir? Terá força? Ninguém sabe. O que se sabe, é que haverá danos e bombardeios. Ileso será impossível sair depois disto. Meu maior medo é quem Juvenal vai colocar como homem forte.

Minha opinião: Torço para que Aidar consiga sair disso, quebre isso que se instaurou e consiga fazer bom mandato sem comprometer o clube como Juvenal.  Diretores sem trabalhar, sem aparecer e dar as caras, gente que não dá a mínima ao clube e só aparece quando quer, gente que usurpa o clube  matando departamentos e comprometendo o clube.  Ainda há tempo e apesar de errar incansavelmente, ele ainda tem condições de reverter o quadro. O único ponto que não admito é dizer: “Não sabia. Não imaginava, tomei um susto”.  Juvenal precisa sair do São Paulo e esse seu grupo ser destituído mas não se pode agir sem parcimônia e inteligência política. Isso que ele fez, foi errado a meu ver. Quis jogar para a galera e declarar guerra publicamente mas o bumerangue interno voltou em sua testa. Agora, só um milagre para aprovar e progredir com Conselho em assuntos quaisquer. Espero sinceramente que a porrada estanque mesmo mas não comprometa o futebol. Não existe vítima lá, a vítima está aqui, aí…somos nós que amamos o clube. 

Tem muito mais por trás de tudo. Coisas que ninguém nunca virá à público dizer. Eu chego até certo ponto  e também não me exporei a processos e acusações que não posso provar. Então, paro por aqui. Mas ficar sem falar nada, não irei. E não adianta mandarem mais e-mails me ameaçando…

Alexandre Zanquetta

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Brasileiro/2014 – São Paulo 2×0 Cruzeiro

Alan Kardec

Por: UOL

 

A torcida do São Paulo chama Rogério Ceni de mito. E por mais que pareça exagerado, a atuação no esperado duelo contra o líder Cruzeiro, na tarde deste domingo, no Morumbi, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, fortalece a alcunha. Aos 41 anos, o goleiro mostrou boa forma ao fechar a meta e ainda marcar de pênalti um dos gols da vitória de 2 a 0 contra time mineiro – Alan Kardec fez o outro -. O triunfo faz o time comandando por Muricy Ramalho diminuir para quatro pontos a vantagem cruzeirense na tabela.

É difícil não adjetivar positivamente a atuação do camisa 1. No dia em que o quarteto com Ganso, Kaká, Kardec e Pato enfrentou boa marcação em campo, foram, principalmente, duas defesas espetaculares em chutes de Ricardo Goulart e Everton Ribeiro, que garantiram o triunfo são-paulino.
Ceni não foi perfeito. Teve falha ao repor errado a bola errado ao lateral direito Auro na tentativa de ligar contra-ataque quando a partida estava sem gols e quase levar gol de cobertura de Ricardo Goulart. Só que o restante da atuação foi próximo do impecável. Isso ajudou o São Paulo a controlar a partida no segundo tempo. Kardec, após escanteio, fez o gol que consolidou a vitória do time mandante.
A partida ainda teve grande polêmica por conta do pênalti de Dedé sobre Ganso. A infração foi clara, mas o segundo cartão amarelo ao cruzeirense não foi dado por Leandro Pedro Vuaden e gerou revolta dos são-paulinos no Morumbi. “Deixei a perna e acabei atingindo o Ganso. Sinceramente, eu amarelava”, disse Dedé, reconhecendo que deveria ser expulso. O zagueiro ainda foi substituído na volta do intervalo dando lugar a Manoel.
Fases do jogo: O primeiro tempo foi como um jogo de xadrez taticamente falando. Posicionado mais à frente, o São Paulo teve melhor começo, chegando a assustar com duas finalizações de fora da área de Paulo Henrique Ganso. A arma de contra-atacar cruzeirense passou a dar resultado pouco a pouco, e o duelo ficou extremamente equilibrado, com o time mineiro também tendo clara chances de gols, com Ricardo Goulart, duas vezes, e Marcelo Moreno.
O jogo era nervoso. O Cruzeiro abusava de muitas faltas no meio-campo evitando troca de passes do quarteto do São Paulo. Só que em uma cobrança de falta lateral de Ganso quase saiu o gol do zagueiro Rafael Tolói após cabeçada livre na área.
A tática cruzeirense de dar o bote no adversário em pleno Morumbi foi inteligente, mas o grande problema foi mesmo a quantidade de faltas. Dedé, por exemplo, fez uma em Pato no começo do jogo e levou amarelo por parar o contra-ataque do São Paulo. A segunda infração de do zagueiro cruzeirense foi dentro da área e ocasionou o pênalti bem marcado em Paulo Henrique Ganso.
O gol de Rogério Ceni fez o São Paulo ter condições de recuar o time e esperar ousadia por parte do Cruzeiro para encontrar espaços. Só que o time não parece adaptado a jogar no contra-ataque. A saída não foi veloz e os melhores lances foram ocasionados quando o quarteto conseguiu trocar passes, mantendo a posse de bola.
Uma oportunidade desperdiçada foi incrível. Já no início da segunda etapa, Alan Kardec recebeu cruzamento de Kaká, cabeceou no próprio pé e ainda teve sorte ao ficar com a bola para chutar frente a frente com Fábio. A finalização foi ruim e a bola pegou no ferro que sustenta a rede do lado de fora do gol.
O São Paulo não se expôs em quase nenhum momento no segundo tempo. Kaká fechou o lado esquerdo da defesa como uma lateral e o time cansou de trocar passes, principalmente, após aumentar a vantagem na partida para2 a 0 com o gol de Kardec.
O líder caiu para o vice no Morumbi e deu graça a um Campeonato Brasileiro que parecia definido. A vantagem do Cruzeiro agora é de quatro pontos e ainda restam 17 jogos para o fim da competição.

O melhor: Ganso foi bem, Kaká teve papel defensivo importante. Menção honrosa ainda a Everton Ribeiro e Alisson por cumprirem bem funções táticas. Mas é claro que o papel fica com Rogério Ceni. Foram duas defesas fantásticas e um gol de pênalti.
O pior: A tarefa é fácil. Dedé foi afobado, levou o primeiro cartão amarelo após parar contra-ataque com falta em Pato e ele mesmo acha que deveria ser expulso por pênalti em Ganso. Foi substituído no intervalo.
Toque dos técnicos: Marcelo Oliveira se preocupou em congestionar o meio-campo e reforçar a marcação dos lados do campo. A tática foi muito boa e deixou o time com grandes chances em contra-ataques no primeiro tempo. O meia Alisson era perseguidor de Auro na lateral direita, e ainda tinha Ceará na cobertura. Com o lado bem marcado, e sem grande eficácia pela esquerda, com Alvaro Pereira pouco apoiando, o São Paulo parecia preso. Só que Kaká passou a atuar pelos dois lados, flutuando, e Alan Kardec foi recuado para a meia. O toque de Muricy Ramalho fez o time mandante reagir e reassumir o controle da partida ainda na primeira etapa.
Para lembrar:
Freguês predileto: O goleiro Fábio é quem mais sofreu gol de Rogério Ceni em toda a carreira. O de pênalti no primeiro tempo foi o sétimo na carreira do camisa 1 do São Paulo diante do cruzeirense.
Cambista faz a festa: Foi grande a movimentação de venda de entradas ao redor do Morumbi antes do jogo. O preço da entrada arquibancada para sócio-torcedor era apenas R$ 10, mas os cambistas cobravam R$ 100 no bilhete mais barato.
Sempre Alvaro: O lateral uruguaio do São Paulo caracterizado por muita raça em campo saiu para o intervalo com uma toalha no rosto. Foi a maneira encontrada para estancar o sangramento na região ocasionado por uma bolada na pálpebra segundo a rádio Espn. No segundo tempo, ele ainda deu uma cabeçada forte no próprio companheiro de time, Denílson, ao dividir a bola aérea.
Desespero de Kaká: O camisa 8 do São Paulo deu chilique por conta do árbitro não ter dado o segundo cartão amarelo a Dedé no pênalti feito em Ganso. A reclamação foi tão efusiva que o meia é quem recebeu o cartão após a falta na área. “Fiquei nervoso mesmo, ele (Dedé) merecia o cartão”, disse Kaká ao sair do campo no intervalo.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 X 0 CRUZEIRO
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 14 de setembro de 2014, domingo
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden – RS (FIFA)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves – RS (ASP-FIFA) e Jose Antônio Chaves Franco Filho – RS (CBF)
Cartões amarelos: Kaká, Alan Kardec e Alvaro Pereira (SAO); Dedé, Ricardo Goulart (CRU)
Gols: Rogério Ceni, aos 35 minutos do 1º tempo e Alan Kardec, aos 25 minutos do 2º tempo
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Auro, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson e Souza; Ganso, Kaká e Alexandre Pato (Michel Bastos) e Alan Kardec
Técnico: Muricy Ramalho
CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Dedé (Manoel), Léo e Ceará; Henrique, Lucas Silva (Dagoberto), Everton Ribeiro e Ricardo Goulart (Júlio Baptista); Alisson (Dagoberto) e Marcelo Moreno
Técnico: Marcelo Oliveira

 

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Preleção Brasileirão 2014: São Paulo x Cruzeiro

São Paulo x Cruzeiro

Hoje é dia!! Com o Morumbi lotado, o São Paulo recebe o Cruzeiro, no que vem sendo chamado de “a final antecipada” do Brasileiro. Até tentamos secar o líder no meio de semana, mas é difícil depender de terceiros. Agora, teremos a chance nós mesmos de reduzir esta desvantagem para apenas 4 pontos. A nosso favor, o retrospecto: 53 partidas, com incríveis 28 vitórias tricolores, 15 empates e apenas 10 vitórias cruzeirenses.

O São Paulo jogou muito e atropelou o Botafogo em Brasília, ampliando ainda a sequência invicta (8 jogos), vencendo 20 dos últimos 24 pontos disputados. Não à toa, pegamos o elevador e estamos voando em campo.
O time tem média de 332 passes certos por jogo, chegando a quase 90% de acertos contra o Botafogo. O tiki taka tricolor e o bom futebol têm dedo de Muricy, que vem abdicando aos poucos do “Muricybol”. Porém, é justamente dessas jogadas que nascem a grande maioria dos gols sofridos pelo time. Nosso “calcanhar de Aquiles”.

Para a partida, Álvaro Pereira está de volta depois de servir à seleção uruguaia. O raçudo lateral esquerdo ficará com a vaga do polivalente Michel Bastos, que será boa opção para o decorrer do jogo. Auro segue na lateral direita e, na zaga, nada do Antonio Carlos… eu pensava, assim que possível, nosso zagueiro artilheiro estaria de volta, mas Edson Silva tem crédito após ótima sequência ao lado de Toloi. Souza e Denilson melhoraram bastante, e estão dando conta do recado. Pra finalizar, o “quarteto fantástico” segue intacto.
Os pendurados são Denilson, Rafael Toloi e Kaká.

Melhor ataque disparado com 43 gols, o Cruzeiro de Marcelo Oliveira sairá satisfeito daqui com um empate, tanto pelo histórico contra, mas principalmente porque manteriam a folga na tabela. Tradicionalmente um time ofensivo, os mineiros vêm sobrando desde o Brasileiro passado… às vezes me pergunto qual o segredo; 2 bons nomes por posição?; ou seria a manutenção do time inteiro do ano passado, com alguns bons reforços? Nomes como Dedé, Manoel, Lucas Silva, Nilton, Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Marcelo Moreno, Julio Baptista, etc. seriam titulares na grande maioria dos times do Brasil.

Que venha o Cruzeiro!! Se já apanham para o Mais Querido até quando estamos mal, imagine agora o temor desses mineiros perante o Morumbi lotado e o Jason de volta à ativa!!! Eu acredito em você, São Pauloooo!! Rumo à vitória e, aos poucos, nos aproximando da liderança e, se Deus quiser, rumo ao título!! #3Cores1SóTorcida!

Por: Leandro Teixeira

 

SÃO PAULO X CRUZEIRO

Data/Hora: 14/09/2014, às 16h00

Estádio: Morumbi, em São Paulo/SP

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden/RS

Auxiliares: Rafael da Silva Alves/RS e José Antonio Chaves Franco Filho/RS

São Paulo: Rogério Ceni, Auro, Rafael Toloi, Edson Silva e Álvaro Pereira; Souza, Denilson, Ganso e Kaká; Alexandre Pato e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho

Cruzeiro: Fábio, Mayke, Dedé, Léo e Egídio (Ceará); Nilton, Lucas Silva, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; Alisson (Willian) e Marcelo Moreno. Técnico: Marcelo Oliveira

Transmissão: PFC

 

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Mais de 48 mil torcedores são-paulinos já compraram ingresso para ‘final’

Morumbi

Mais de 48 mil ingressos foram vendidos antecipadamente para a partida deste domingo entre São Paulo e Cruzeiro. Fora dessa conta estão os donos de cadeiras cativas e camarotes. A expectativa da diretoria tricolor, entretanto, é que tenham de 55 a 60 mil torcedores acompanhando o duelo entre o primeiro e o segundo colocado do Campeonato Brasileiro, no Morumbi (carga total de 66 mil).

Os ingressos para as quatro arquibancadas se esgotaram em dois dias de vendas com preços promocionais pela internet. Os torcedores ainda podem comprar suas entradas. Caso ainda haja ingressos, a venda acontecerá até a hora da partida. Os cruzeirenses só poderão comprar neste domingo, às 13h.

– Agora, vão comprar mais na hora do jogo, se ainda tiver ingresso. A expectativa é que o Morumbi esteja lotado – disse Osvaldo Vieira, diretor financeiro do São Paulo.

Para o jogo, Muricy não poderá contar ainda com Luis Fabiano, que recupera a forma física, nem com Paulo Miranda, que está com uma lesão na coxa esquerda. Por outro lado, terá a volta de Alvaro Pereira, que estava com a seleção uruguaia.

Fonte: Lancenet

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O eficiente Alan Kardec

Alan Kardec

Nome de peso no ataque tricolor, o atacante Alan Kardec vive grande fase. Diante do Botafogo (4 x 2), na última quarta-feira (10), o atacante marcou seu quinto gol pelo São Paulo, o 15º na temporada – sendo dez pelo seu ex-clube, o Palmeiras -, além de ter tido participação direta no primeiro gol na vitória sobre o Sport (2 x 0), no Morumbi.

“Estou muito feliz. Aliás, sempre estive feliz aqui. Independentemente dos gols, sempre me dediquei para ajudar a equipe. Isso é consequência do trabalho. Atacante que joga no estilo camisa 9 é cobrado pelos gols, porque tem que ser a referência. Mas, se puder ajudar de outras maneiras, é válido. E é isso que tenho tentado fazer”, avaliou o camisa 14.

Os números mostram a eficiência do centroavante, que tem se destacado com o eficiente quarteto ofensivo. Com Paulo Henrique Ganso, Kaká, Alexandre Pato e Kardec, o Tricolor venceu todas (seis): Vitória (3 x 1), Palmeiras (2 x 1), Internacional (1 x 0), Santos (2 x 1), Sport (2 x 0) e Botafogo (4 x 2).

“Esse momento do São Paulo me deixa muito feliz. Queremos conquistar títulos juntos, e acredito que marcando os gols posso ajudar diretamente”, acrescentou. O time são-paulino não perde pelo Campeonato Brasileiro desde o dia 27 de julho, quando acabou derrotado pelo Goiás por 2 a 1, no Serra Dourada.

De lá pra cá, são oito jogos de invencibilidade – seis vitórias e dois empates. Nesse período, apenas quatro atletas estiveram em todos os jogos: Rogério Ceni, Rafael Toloi, Denilson e o eficiente Alan Kardec, que segue focado no decisivo duelo contra o Cruzeiro neste domingo (14), no Morumbi.

“Temos que entrar ligados e atentos no jogo. Não há motivação maior do que uma partida como essa, porque é uma decisão. Claro, teremos outras pela frente, mas precisamos ganhar mais confiança. Com casa cheia e a torcida nos apoiando, a motivação aumenta”, finalizou.

Após 20 rodadas, o clube ocupa a segunda colocação, com 39 pontos, e segue na caça dos mineiros (43). O duelo é encarado como uma verdadeira final do torneio, já que os times disputam os primeiros lugares na tabela.

Fonte: Site Oficial

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